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sábado, 24 de abril de 2010

Medeiros avisa: 'Se ele quiser debochar, nós vamos debochar'

Antonio José Medeiros rebateu as críticas feitas por Themístocles Filho sobre a imposição do PT.
O deputado federal Antônio José Medeiros defendeu a decisão do Partido dos Trabalhadores que condiciona o apoio à candidatura do governador Wilson Martins à indicação do vice petista. O ex-secretário estadual de Educação rebateu as críticas de lideranças do PMDB, que também reivindicam o cargo na chapa majoritária. AJM esteve no programa Agora, da TV Meio Norte, na tarde desta sexta-feira (23/04).

Antes de iniciar a discussão, Antônio José Medeiros fez questão de responder as questões levantadas pelo entrevistado anterior, o vereador Firmino Filho, que apontou inúmeras falhas na trajetória histórica e política do partido. Como argumentos de defesa, AJM pontuou as diferenças entre as ações dos presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso no estado do Piauí, além de ter recorrerido a alguns fatos do passado político do PT para embasar a sua resposta.

Em seguida foi exibido um trecho de entrevista com o deputado estadual Themístocles Filho (PMDB), em que o peemedebista faz duras criticas a alguns setores do PT que impuseram a candidatura própria. Themístocles ironiza ao citar a chapa ideal para o Partido dos Trabalhadores, que segundo ele, seria formada por Antônio José no governo, Nazareno Fonteles na vice, bem como Wellington Dias e a deputada flora nas duas vagas para o Senado. Para ele, a decisão do PT é fruto do ressentimento de alguns setores da sigla que queriam candidatura própria.

Antônio José responde o presidente da Assembleia Legislativa no mesmo tom. “Não quero ser irônico como o Themístocles foi com o PT, mas se ele quiser debochar, nós vamos debochar. Eles precisam respeitar o PT. Ele não pode opinar sobre as decisões do partido”, avisa, dizendo que o PMDB tem uma “política antiquada” por negociar com governistas e oposicionistas, concomitantemente.

O petista admitiu também que a tendência da sigla é entregar os cargos no atual governo, caso a decisão seja lançar a candidatura própria. “Tendo candidatura própria é até uma questão de ética entregar os cargos. E isso não vai ser resolvido agora, será uma consequência”

A decisão de condicionar o apoio a Wilsão foi baseada na última reunião entre os membros, em que 60% deles votaram a favor. AJM nega que o PT queira derrotar Wellington Dias. Segundo ele, a candidatura de Dias ao senado não contempla os desejos do partido, já que o bancário é “intrapartidário”, ou seja, tem trânsito livre em todas as siglas.

Ao final da entrevista, o ex-secretário de Educação manda um recado para Wilson Martins. Avisa que não o considera um concorrente, mas tão somente um adversário. “Não haverá rompimento, só apenas uma concorrência. São dois candidatos da mesma base e não falarei mal dele”, declara AJM, que já fala em união no segundo turno.

REPÓRTER: Thiago Bastos : 180graus.com

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