TUCANO diz que petista falou em 'máfia' na saúde do Piauí
O deputado estadual Marden Menezes (PSDB) ressaltou que o ex-secretário de Saúde, agora também deputado estadual Assis Carvalho (PT), confessou existência de "máfia na Sesapi" e não tomou nenhuma providência enquanto exerceu a função de secretário.
Segundo ele, Assis Carvalho disse na tribuna da Alepi que tanto governadores quanto secretários em todo o país estão sendo alvo de chantagem por parte de fornecedores de medicamentos excepcionais, que cobrariam preços muito elevado e quando os gestores se recusam em pagar estes os retiram do mercado.
O parlamentar entende que o ex-secretário confessou omissão no caso pois como titular da Sesapi deveria ter adotado as providências necessárias mas não o fez. Assis Carvalho defende realização de audiência público sobre o tema e anunciou para amanhã apresentação de requerimento neste sentido. A discussão se deu por conta do requerimento de Marden para entrada Ministério Público no caso dos medicamentos excepcionais.
Pelo placar de 14 a 10, a bancada do governo derrotou requerimento de autoria de Marden solicitando que o Ministério Público Estadual e Federal apurem a situação dos medicamentos excepcionais no Piauí. Pacientes denunciam que estão sem receber há vários meses e garantem que a Secretaria de Estado da Saúde estaria recebendo regularmente os repasses por parte do Ministério da Saúde. Com isso, cerca de 14,5 mil pacientes em todo o estado enfrentam dificuldades e até riscos de vida.
Assis disse que a bancada do não aprovaria o requerimento por entender que se trata de questão política. Os deputados da oposição têm por objetivo fazer discurso político da situação. A votação foi nominal. A bancada do PTB votou contra o governo. "Não podemos admitir que a situação dos medicamentos continue dessa forma. Não apenas aqui no Piauí mas em todo o Brasil. O grande problema é o alto preço dos medicamentos e também a exclusividade para fornecimento.
Um grupo de empresários que coloca secretários e governadores de joelhos, que faz chantagem para conseguir vender pelos preços elevados. Eu defendo a realização deste debate. O que não posso é concordar com a exploração política deste fato. Nunca, em toda a história do Piauí, houve uma gestão que se preocupou tanto com essa situação, de encaminhar os medicamentos para os senhores portadores de doenças. Sou contra a participação do Ministério Público do Estado porque isso seria encaminhar a discussão para outro rumo. Defendo audiência pública nesta Casa para discutir o caso”, disse Assis.
O deputado Assis Carvalho (PT) afirmou que é contrário à participação do Ministério Público na questão que envolve a entrega de medicamentos excepcionais aos portadores de doenças crônicas e transplantados, porque em oportunidade anterior houve mobilização neste sentido e tudo o que aconteceu foi a exploração política por parte da oposição. Ele disse que em oportunidade anterior determinou o afastamento de empresas (dentre as quais a Funace) que estariam desviando dinheiro público da Secretaria de Estado da Saúde. Ele disse que a bancada do governo deve votar contra o requerimento apresentado pelo deputado Marden Menezes (PSDB). Segundo, a questão dos medicamentos não é apenas do Piauí e sim de todo o Brasil. “Os preços são altos e existe exclusividade para fornecimento.”
REPÓRTER: Toni Rodrigues
Fonte: 180graus.com
Fonte: 180graus.com
