Redirecionando

domingo, 1 de agosto de 2010

Esposas são usadas para manter oligarquias familiares no PI

Veja abaixo quem é cada uma delas:

Atrás da participação de muitas mulheres nas eleições deste ano esconde-se um problema político e social: a substituição de candidaturas de políticos de carreira por suas esposas. Estas mulheres-candidatas de boa aparência e boa desenvoltura surgem como alternativa para que deputados não percam as cadeiras da família nas Casas Legislativas.

Concorrem como "esposas candidatas" nestas eleições: Juliana Moraes Souza (PMDB), esposa do deputado Zé Filho, candidato a vice-governador na coligação com Wilson Martins (PSB); Rejane Dias (PT), esposa do ex-governador Wellington Dias, candidato a senador; Mércia Paulo (PSDB), esposa do deputado estadual Roncalli Paulo, que também pediu registro de candidatura, mas aguarda decisão da Justiça Eleitoral para ter sua candidatura deferida. Ele tem pendências com a lei da Ficha Limpa;

Tem ainda Lílian Martins (PSB), esposa do governador Wilson Martins. Lílian substituiu o marido na Assembleia quando Wilson foi concorrer a vice-governador na chapa de Wellington Dias, nas eleições de 2006; Margarete Coelho (PP), esposa do deputado estadual Marcelo Coelho, que está na Assembléia Legislativa desde 1982; Nize de Caldas Brito Pereira Damasceno, a Nize Rego (PSB), esposa do ex-prefeito do município de Barras, Manin Rego, cassado pela Justiça Eleitoral, e filha do ex-deputado estadual José Cabelouro (PMDB) e Lusieux Feitosa Coelho, a Liziê Coelho (PTB), esposa do prefeito de Paulistana, Luis Coelho (PMDB), ex-presidente da APPM (Associação Piauiense de Municípios). Ele anunciou sua candidatura, mas desistiu de concorrer porque preferiu não deixar o cargo de gestor municipal. A deputada Ana Paula (PMDB), candidata à reeleição, substituiu o irmão Chico Filho.

Além destas candidatas a deputada estadual, entra neste grupo de "esposas candidatas", Iracema Portela (PP), casada com o deputado estadual Ciro Nogueira, candidato a senador. Cassandra Moraes Souza (PSC) é a primeira suplente do seu pai, o senador Mão Santa, candidato à reeleição. Cassandra tenta substituir a mãe, Adalgisa Moraes Souza, atual primeira suplente do senador. Nas últimas eleições municipais, Teresina teve como exemplo de "esposa candidata" a vereadora Rosário Bezerra (PT), casada com o então secretário de Fazenda, Antonio Neto, que nestas eleições é candidato a deputado federal pela mesma sigla.

Na disputa eleitoral, a popularidade e o trabalho desenvolvido pelos maridos é o principal argumento de campanha. Em sua página de campanha na internet, a candidata Juliana Moraes Souza descreve em sua biografia de dois parágrafos, além da formação em Direito, o casamento e a parceria com o marido e o sogro na vida pública. "É casada com Moraes Souza Filho, nosso futuro vice-governador, com quem tem dois filhos. Juliana sempre atuou na vida pública, sendo colaboradora nos relevantes serviços prestados na área social ao lado de seu sogro Antonio José de Moraes Souza, sua sogra Dona Mana e de seu esposo Moraes Souza Filho".

Além disto, enfatiza que na sua atuação, ela terá a "ajuda" dos "companheiros": "Juliana não está só em sua luta. Tem companheiros que saberão o momento certo para lhe dar a força necessária para tomar as decisões corretas e obter as vitórias que o Piauí precisa", diz trecho sobre sua biografia.

A candidata Rejane Dias diz que a ajuda do marido foi importante na decisão de colocar seu nome à disposição do eleitorado. "Ele teve o papel de me apoiar [...]. Eu já sabia do dinamismo do Wellington e do seu compromisso. Ele disse que me apoiaria, não só ele, mas toda a minha família", conta.

No governo petista, Rejane exerceu os cargos de secretária de Assistente Social e, depois, de chefe da Secretaria para Inclusão da Pessoa com Deficiência. Com experiência na área, ela promete dar atenção especial, caso eleita, aos projetos que ajudem as pessoas com deficiência, idosos, mulheres, além de dedicar atenção ao esporte "Decidi ser candidata pelo fato de que o trabalho que desenvolvi à frente da Sasc e da Seid sempre fez com que os simpatizantes me cobrassem isso, em função desse clamor resolvi colocar meu nome para a Assembléia", justifica.

Fonte: Jornal Diário do Povo

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