Redirecionando

domingo, 14 de novembro de 2010

Engenheiro determina interdição de parte do campus da Uespi de Picos


Ainda nem foram concluídos os trabalhos de reforma e ampliação do campus universitário da Uespi de Picos e parte do prédio, que passou por ampliação recentemente, já foi interditado. Parte do alunado que ainda estava assistindo aula no prédio do campus de Picos será deslocado para outros prédios localizados no centro da cidade onde as aulas estão sendo ministradas para diversos cursos desde o inicio do ano.

A interdição foi determinada por um engenheiro da Uespi, que durante inspeção realizada semana passada ao Campus da Uespi de Picos, concluiu que parte do campus não oferecia segurança o suficiente para o funcionamento de ensino no local. A parte do prédio que foi interditada passou recentemente por ampliação que não foi concluída, um segundo andar de salas foi construído sobre uma estrutura que sequer recebeu reforço estrutural.

As salas do campus onde parte das aulas eram ministradas apresentam fissuras e infiltração de água, além de má instalação elétrica, sendo comum a falta de energia durante a realização de aulas.

As obras de reforma e ampliação do prédio da Uespi foram iniciadas ainda no inicio do primeiro semestre do ano passado com previsão inicial para termino ainda no segundo semestre de 2009, porém devido a paralisação da obra, que perdura deste o primeiro semestre deste ano a reforma continua inacabada. Por conta da reforma os alunos da Uespi assistem aulas em imóveis alugados pela instituição no centro de Picos, além de prédios de unidades escolares estaduais, fato que já dura a cerca de dois anos.

Reforma sem fim

O objetivo da reforma e ampliação da uespi era poder comportar todos os cursos ofertados em um só prédio, antes divididos em dois: um no bairro junco, de propriedade da Uespi e outro no bairro Samambaia, terceirizado.

Desde o desabamento de parte de uma sala de aula onde antes eram ministradas aulas da Uespi no Campus localizado no Bairro Samambaia, a situação só fez piorar. A reforma que era para durar poucos mais de oito meses já se arrasta por quase dois anos, sendo que o inicio do ano letivo deste ano foi atrasado por conta de falta de locais para abrigar o alunado da Uespi.

Um dos ápices da crise que se instalou no campus universitário de Picos foi a renuncia da ex-diretora da instituição, Maria do Carmo Martins, em março deste ano, por divergências entre a gestão da instituição, De lá para cá mais três diretores assumiram a direção do campus de Picos, e não há previsão para eleições da diretoria do campus de Picos.


JP Online

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