Construção civil prevê crescimento recorde em 2011
Os que estão desempregados e buscam uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho devem ficar atentos às oportunidades na construção civil. O setor fechou o ano com um recorde de crescimento e prevê para 2011 a criação de 90 mil postos de trabalho, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon).
Em 2010, a construção civil movimentou recursos da ordem de R$ 1 bilhão. Atualmente, o Estado aplica cerca de R$ 6,5 milhões no setor, representando 62.500 empregos diretos e indiretos. O índice de crescimento do setor, se confirmado, será o maior dos últimos 20 anos, cerca de três pontos percentuais
acima da estimativa original do setor.
acima da estimativa original do setor.
De acordo com Andrade Júnior, presidente do Sinduscon, o mercado de trabalho da construção civil está aquecido e a economia ajuda a alavancar a abertura de vagas. “Eu prevejo que a partir deste ano teremos recordes a cada mês. A economia vai muito bem para o setor que teve um grande crescimento nos últimos anos”, pontuou.
A diretoria do Sindicato acredita que o resultado será consequência, principalmente, da expansão do crédito e dos investimentos em infraestrutura. A previsão é que a indústria da construção civil cresça 11% este ano e supere inclusive a expectativa de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) setorial feita pelo próprio segmento.
Andrade Júnior explicou ainda que programas públicos de habitação e liberação de crédito habitacional são as causas para o crescimento da construção civil no Piauí, assim como em todo país. “Nós temos o Minha Casa, Minha Vida e outros programas federais que estão aquecendo a construção civil. Além disso, a liberação de crédito para a compra da casa própria está fazendo com que a indústria da construção civil tenha expansão no Brasil”, detalhou.
Para o presidente do Sinduscon, o aquecimento econômico na indústria da construção civil acaba alavancando o desenvolvimento no setor de serviços prestados à população. “O aluguel de imóveis para residência e estabelecimentos comerciais, atividades de serviço, também crescem com a indústria da construção civil”, declarou, acrescentando que as previsões indicam que a construção civil pesada dará impulso ao crescimento econômico, mantendo o dinamismo interno verificado no ano passado.
Pessoas brancas são mais suscetíveis à vício da cocaína
Uma entre cinco pessoas brancas podem carregar uma variante genética que aumenta significativamente a suscetibilidade ao vício da cocaína. É o que apontou uma pesquisa feita por estudiosos da Universidade do Estado de Ohio (EUA). Segundo eles, essa suscetibilidade é caracterizado por uma ou duas pequenas mutações nos genes que altera a resposta do cérebro a sinais químicos específicos.
Conforme o estudo, os portadores da variante têm três vezes mais chances de se tornarem fortes dependentes, a ponto de morrer de overdose, comparando-se às pessoas que não possuem a característica. Mesmo lembrando que ainda é muito cedo para maiores conclusões sobre a pesquisa, o psicólogo Cristiano Alencar, que trabalha com dependentes químicos, a cocaína bloqueia a ação dos transportadores da dopamina, neurotransmissor que regula o sistema nervoso central.
“Após realizar autópsias em cérebros de pessoas que abusaram da cocaína, os pesquisadores descobriram que, entre brancos, as mutações estavam em quase 40% dos tecidos, comparando-se a 19% mas pessoas que nunca usaram drogas”, explicou. Ele acrescentou ainda que uma em cada cinco amostras do grupo de controle (não dependentes) e uma em cada três dos usuários carregava a variante genética. Entre os afroamericanos, apenas um em oito cérebros apresentavam o “defeito”.
“Ainda não se sabe porque exatamente existe essa diferença entre as etnias. A conclusão, até agora, é que nos brancos a função de um gene responsável pela transmissão dos sinais da dopamina no cérebro é alterada. Com o passar do tempo, o cérebro precisa de mais consumo da droga para manter elevado o nível de dopamina e, assim, saciar o desejo do dependente”, destacou Cristiano Alencar.
Contudo, os pesquisadores ainda têm muitas questões abertas sobre a suscetibilidade ao abuso da cocaína, aponta o psicólogo. “As mutações aumentam as chances de alguém experimentar a droga pela primeira vez? Ou elas agravam o vício e levam ao uso pesado? E de que forma esse traço genético afeta na dependência química, de forma geral?”, questiona, ressaltando que por enquanto a pesquisa mostrou a forte conexão no tecido cerebral entre as mutações a existência de abuso severo da cocaína.
- Fonte: Jornal O DIA / Imagem: Jornal O Dia