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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Preço do material escolar varia até 195% de uma livraria para outra


Nos meses de janeiro e fevereiro, os preços dos materiais escolares sobem consideravelmente se comparados a outras épocas do ano. Um levantamento feito por O DIA em cinco livrarias e papelarias, dependendo do produto e da marca, como no caso do papel verniz, a diferença de preço pode chegar a até 195%. 

A sondagem de preços envolveu os principais itens da relação do material escolar. Lápis, borracha, cadernos, caneta, apontador, cola, resma de papel, entre outros itens comumente solicitados pelas escolas, variam bastante de preço no comércio da capital. Do total de produtos pesquisados, 18 apresentaram variação superior a 100% entre o menor e o maior preço cobrado.


Os lápis estão sendo vendidos com variações de preço de até 195%. A borracha, com 10% a 60% de diferença. Os cadernos, de 2% a 100%; o apontador chega a custar até 189% mais caro; as colas, até 193%; e as canetas até 194%. Conforme o levantamento do O DIA, o item que apresentou a menor variação novalor comercializado foi o  papel laminado grosso, cuja a diferença chega a 1%, entre os
estabelecimentos da cidade.“Historicamente, encontramos  material com variação de 100% do preço menor para o maior. Um apontador, por exemplo, pode variar de R$ 0,70 a R$ 1,50, dependendo da marca”, afirmou o economista Fernando Alves, acrescentando que os números constatados por 
O DIA revelam a necessidadecada vez maior de o consumidor pesquisar antes os preços para  não pagar mais caro.


Maior peso no orçamento doméstico, diz economista
O mês de janeiro traz impactos importantes no orçamento dos brasileiros que poderão, em alguns casos, continuar ao longo do ano. De acordo com dados do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S Brasil) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o grande aumento em janeiro são as mensalidades escolares. Embora ainda não tenha um valor médio, “pelas informações preliminares, a gente sabe que são aumentos substantivos, na maior parte, inclusive, acima da inflação acumulada em 2010”, disse o economista Fernando Alves. A inflação medida pelo IPC-S no ano passado ficou em 6,24%.


Ele explicou que a variação de preço das escolas influi no orçamento doméstico em janeiro, mas “a mensalidade, a gente paga no resto do ano. “Então, eu diria que esse é o item mais expressivo que está variando agora e a gente vai sentir ao longo de 2011”, pontuou.


Papelarias registram fraco movimento e buscam alternativas para atrair clientela
Apesar de o início do ano ser marcado pela intensa procura às papelarias e livrarias, alguns estabelecimentos ainda não registraram grande movimento. A expectativa é que a partir da próxima semana as vendas aumentem.

“As pessoas devem começar a procurar material escolar no início da próxima semana. Ainda assim, já observamos um aumento no movimento comparando com a semana passada”, afirmou Marcos Antônio, gerente de uma papelaria no centro de Teresina.


Para atrair a clientela, a alternativa tem sido colocar em promoção materiais que estavam estocados ou ainda aumentar as possibilidades da compra parcelada. De acordo com Ana Paula, gerente de uma
livraria na zona leste da cidade, a maioria das pessoas que procura material escolar compra tudo no início do ano. “Por isso trabalhamos com descontos nesta época”, explica.


A dona-de-casa Michelle Machado é uma das que decidiu antecipar as compras de livros, cadernos e diversos materiais para o filho de cinco anos, Valentin. O retorno às aulas, na maioria das escolas privadas, será no início do mês de fevereiro. "Acho que é mais vantajoso comprar nos primeiros dias de janeiro. Depois as coisas ficam mais escolhidas e é mais difícil encontrar variedade. Por isso, já estou peregrinando pelas livrarias", comentou.


Orientação aos pais na hora da compra do material
Contra aborrecimentos e gastos desnecessários na compra do material escolar, especialistas dão dicas para os pais que anualmente precisam enfrentar as papelarias. O economista Fernando Alves chama a atenção dos pais para os cuidados a serem tomados antes e depois da aquisição do material escolar.

Para ajudar na economia, ele orienta para que se faça um balanço do que restou do ano letivo anterior, verificando a possibilidade de reaproveitamento. De acordo com Alves, a pesquisa de preço é  fundamental.

“Com uma boa pesquisa de preços é possível encontrar material com até 1000% de diferença no preço de uma lapiseira em duas livrarias”. Outra dica para reduzir os custos é deixar as crianças em casa. “Eles vão ficar atraídos pelos personagens nos produtos, que geralmente são mais caros, então é importante que eles não participem da compra”, explica o economista.

Uma outra dica é para que os pais leiam com atenção a lista que a escola pede. "Veja se a quantidade é realmente adequada ou se a escola está pedindo algo fora do normal e questione a direção sobre isto", fala.


O especialista lembra que o estabelecimento de ensino não pode exigir a aquisição de uma determinada marca, loja e nem mesmo que o material seja comprado na escola. Segundo Fernando Alves, uma outra forma de diluir os gastos é que não é preciso comprar todo material escolar no início do ano.

“É importante verificar se toda a lista será usada logo de cara pelo aluno. Se um ou outro item será utilizado apenas no segundo trimestre, o gasto pode ser postergado”, completa. Outro detalhe importante: “A escola não pode incluir na lista produtos que todas as crianças vão usar, como os de higiene”, afirma o
economista.
 


Mensalidades escolares terão reajuste de até 10%
Os pais de alunos que estudam em instituições particulares devem ficar atentos ao reajuste das mensalidades. A planilha exposta desde o mês de dezembro prevê um reajuste de 5% a 10%, segundo informou José Nunes, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Teresina. Ao todo, 200 escolas integram a rede privada de ensino na cidade.

A planilha de reajuste traz uma previsão dos gastos do estabelecimento de ensino para 2011. José Nunes afirmou que as despesas foram discriminadas e estão expostas para justificar o reajuste de até 10% nas mensalidades deste ano. “Esse aumento se refere aos implementos que são feitos ano a no e principalmente em relação aos gastos pedagógicos, o que significa investimento nos professores e na sua capacitação”, explicou.


Os colégios são independentes para determinar seus índices de reajuste, mas por lei eles são obrigados a justificar o percentual de aumento nas planilhas. E elas devem estar ao alcance dos pais de alunos e ser expostas pelo menos 45 dias antes do fim das matrículas, em geral, a véspera do início das aulas. A reportagem do O DIA não conseguiu contato com a Associação dos Pais e Alunos das  escolas particulares de Teresina até a tarde de ontem (5).

  • Fonte: Jornal O Dia

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