Vice de Silvio, empresário R. Sá diz como ajuda a campanha no interior
Por Anselmo Moura, Karllene Costa e Patrícia CostaJovem empresário da região de Picos, R. Sá é a grande aposta da cúpula tucana para arregimentar o eleitorado em favor da candidatura de Silvio Mendes, ao governo do Estado, tendo-o como companheiro de chapa, na disputa da vaga de vice-governador. Apesar de jovem, ele aposta na sua própria experiência como empreendedor.
R Sá tentou um mandato na Câmara dos Deputados em 2006, mas terminou ficando pelo caminho de uma campanha exaustiva, bem disputada. Até então, vivia à margem da política e, de lá para cá sempre procurou dar sua participação no processo político, como integrante do PSDB.
Leia abaixo o pensamento desse jovem político:
“O setor privado necessita de investimentos de energia, de água encanada, de saneamento básico, de transporte, que faz toda a logística de uma empresa, tanto para comprar mercadoria como também para vender. Então são necessidades que você tem como os seus funcionários quando eles não têm um transporte público que seja adequado, quando eles estão automaticamente em uma região onde a questão habitacional não é bem vista ou não tem um apoio governamental. Eu acho que tudo isso traz para a nossa pessoa um questionamento aonde a gente deve ajudar e de que forma podemos ajudar, inclusive com a ideia da parceria privada” .
R. Sá culpa a coligação feita com seu partido, em 2006, que resultou em sua derrota para a Câmara. Mas ele também diz que isso já foi resolvido e que seu sonho é estar nesta coligação do PSDB.
“O único erro da eleição passada foi somente a coligação, todo o restante foi aceito, então eu acho que já trago 90% de conhecimento e de acertos em campanhas públicas. (...). A questão da coligação é uma questão que a gente não pode prever. PSDB é um partido que eu sempre sonhei em estar filiado”.
“Eu acho que esta era a principal fraqueza dele, hoje não existe mais isso. Primeiro, com a nossa entrada todo o interior se sentiu prestigiado, toda nossa influencia de amigos, companheiros de confiança, agora estão colocadas a disposição do Silvio”.
Veja na integra a entrevista:
Até o momento o senhor nunca exerceu um mandato eletivo. Até que ponto isso influencia positivamente ou negativamente?
Eu acho que isso pode é ajudar porque não tenho vícios, acho que é um novo desafio, nós já mostramos que temos conhecimento do que é preciso para dar desenvolvimento a uma região, mesmo sendo na área privada e o fato de não ter exercido nenhum cargo público eu repito que é uma virtude porque você vem sem vícios e a gente ta esperando realmente que os novos políticos tragam novidades e crescimentos.
O senhor acha que está preparado para exercer o cargo de vice?
Eu acho que eu estou preparado, principalmente se o governador for o Silvio Mendes, que é onde a gente pode pegar o conhecimento a orientação de toda a equipe do PSDB. Nós temos o exemplo de várias cidades, que a gente viaja, coleta dados, e que queria ou não queria quem trabalha com a vida privada, comercialmente, empresarialmente falando, também tem que estar inteirado nesse crescimento, porque uma região só funciona o desenvolvimento de uma determinada empresa privada se também o setor colaborar.
Que experiência espeficicamente o senhor traz da iniciativa privada para somar na política?
O setor privado necessita de investimentos de energia, de água encanada, de saneamento básico, de transporte, que faz toda a logística de uma empresa, tanto para comprar mercadoria como também para vender. Então são necessidades que você tem como os seus funcionários quando eles não têm um transporte público que seja adequado, quando eles estão automaticamente em uma região onde a questão habitacional não é bem vista ou não tem um apoio governamental. Eu acho que tudo isso traz para a nossa pessoa, um questionamento aonde a gente deve ajudar e de que forma podemos ajudar, inclusive com a ideia da parceria privada.
Na eleição de 2006 o senhor teve uma votação bastante expressiva com mais de 84 mil votos e não entrou por conta da legenda, o que o senhor pode trazer da eleição passada para essa agora?
O único erro da eleição passada foi somente a coligação, todo o restante foi aceito, então eu acho que já trago 90% de conhecimento e de acertos em campanhas públicas. A questão da coligação é uma questão que a gente não pode prever, porque você tem que se criar um ano antes do partido, é um partido que eu sempre sonhei em estar filiado, porque eu aprendi já na vida adulta no estado do Ceará, e foi lá onde teve a revolução com o PSDB. Então dentro da campanha para deputado federal, eu creio que em termos de acerto a gente sai com 90%, o erro mesmo dos 10% foi da coligação.
E isso já mudou, a coligação que deu problema na eleição passada, nessa já não deu, muito pelo contrário se fortaleceu trazendo novos partidos, partidos com um âmbito bem mais amplo e o resultado é esse o Silvio primeiro colocado, a aceitação espetacular. Em nossa macro região que pega ali a primeira capital Oeiras e a confederação Valenciana e toda macro região de Picos, o Silvio só vem subindo diariamente com adesões. Até o inicio de agosto vão surgir novas lideranças que tem uma potencialidade incrível em termos de repercussão pública, e eu creio que tudo de bom.
De acordo com as pesquisas o ex-prefeito Silvio Mendes é muito forte na capital, com cinco anos de mandato a frente da prefeitura. Mas no interior ainda existe certa dificuldade para ele, o senhor acha que entrando na coligação com Silvio isso pode ajudar a mudar?
Eu acho que esta era a principal fraqueza dele, hoje não existe mais isso. Primeiro, com a nossa entrada todo o interior se sentiu prestigiado, toda nossa influencia de amigos, companheiros de confiança, agora estão colocadas a disposição do Silvio. E você bem falou, um prefeito que exerceu cinco anos de mandato, da capital do Estado do Piauí, uma cidade enorme, que contra ele não pesa nada, ele não precisa nem de pessoas representando ele no interior ele só precisa que essa comunicação chegue ao interior, e isso está sendo feito através da gente.
E como está sendo a participação do senhor nesta campanha?
Até ontem nós tínhamos equipe diariamente visitando todas as cidades da nossa macro região que chega perto de 50 cidades. Esse levantamento foi concluído dia 21, houve uma parcial dele na quinta-feira (dia 15), então hoje nós já temos um perfil destas 50 cidades da macro região; nós já sabemos exatamente quem nos apóia, aonde nos apóia, qual é a proporção de influencia destas pessoas dentro da comunidade, e vamos iniciar agora a visitação do Silvio, ou seja a divulgação dele nestas cidades, eu creio que até o dia 15 ou dia 20 do mês de agosto, ele deve ter concluído todas estas cidades visitando, pessoalmente as lideranças e a população. Porque o que é interessante quando a gente chega como Silvio no interior, é que ele pode tá com um vereador, mas o restante que anda com ele é a população e isso para gente é espetacular. Então até dia 20 a gente concentrou essas visitas na região Picos, Valença e Oeiras e a partir do dia 20 do mês de agosto o Silvio deve me soltar um pouco mais, para que a gente possa trabalhar o restante das cidades do Piauí, inclusive na região Norte.
Todas as cidades serão visitadas?
A intenção é que seja por mim ou por ele Existe a informação de que sua família é contra a sua candidatura, como o senhor trabalha isso para que eles mudem de ideia?
Na minha residência ainda não mudaram de ideia (...) ainda, mas na verdade eles estão apoiando a minha decisão, mas mudar de ideia ninguém ainda mudou não. Só que eu disse que seria uma oportunidade de realmente vir colaborar, mostrar experiência e como empresário que sempre reclama do funcionamento do governo, tive a oportunidade de deixar de reclamar e fazer. Então eu disse a eles que gostaria de entrar nessa luta, e eu repito, eles não concordaram, mas aceitaram e já estão trabalhando também juntos.
Como fazer para separar esse lado? Separar o lado R. Sá empresário do R. Sá na política?
De fato já está separado, eu estou com 20 dias sem pisar nas empresas. Então já existe uma equipe trabalhando lá, o que acontece é que a cada 10 dias ou fins de semana, os gestores delas vem a mim e a gente se reúne durante uma manhã, e dá algumas determinações de como isso acontece, mas o gerente comercial já esta acontecendo por outras pessoas.
Qual foi o principal fator que levou o senhor aceitar esse convite a ser candidato a vice de Silvio Mendes?
É porque eu sempre reclamei de desenvolvimento, e ai o Silvio disse, como poderia dizer na minha cara, que a oportunidade que eu tinha de parar de reclamar era essa.
E como candidato, qual é a sua proposta de campanha?
Resumidamente falando o que foi definido para a campanha é bater na educação, melhorar realmente o nível educacional do Estado do Piauí, e quando a gente fala isso, eu creio que principalmente o ensino fundamental, porque não adianta a gente querer investir no ensino superior se você não tem uma formação básica correta. Então para quê chegar um estudante em direito ou jornalismo escrevendo palavras erradas. Então eu acho que deve ser principalmente o ensino básico e obviamente reestruturar a Uespi.
Eu acho que um segundo ponto mais forte vai ser a saúde, acabar com essa historia de todo o estado do Piauí estar se concentrando em Teresina, onerando a cidade de Teresina, lotando toda a estrutura de saúde da capital e fazendo com que todo o interior possa ter, não sei se é a melhor ideia, mas a principal discutida até hoje, seriam pólos regionais de saúde e educação, para tentar diminuir essa distância entre a capital e o interior.
E terceiro ponto que ele vai bater muito, eu tenho certeza disso, até porque eu vou ser uma das pessoas que vai cobrar demais isso, é a segurança pública. Porque na minha cidade natal, Picos, eu nunca vi isso, mas a gente esta sendo assaltado às 03 horas da tarde a mão armada.
Qual a avaliação que o senhor faz do último governo?
Eu creio que toda administração tem seus pontos válidos e seus pontos negativos. Se você disser, por exemplo que não houve crescimento a nível federal eu estaria sendo até um mentiroso. Por que primeiro existiu uma explosão econômica no mundo, depois alguns países tiveram uma retração. O Brasil estava já calçado sem inflação onde automaticamente reverter isso num consumo temporário para que não existisse uma queda ou retorno da inflação, e agora esta tentando contornar para que ela realmente não tenha aquela explosão de consumo. Então todo e qualquer governo tem seus pontos positivos, você tem que ver que teve governo que priorizou a educação, mas escorregou um pouquinho na saúde. Teve outro que priorizou a segurança e deixou um pouquinho a educação sem trabalhar. Tudo que a gente pode fazer na vida a gente pode fazer melhor, então é nisso que a gente acredita.
Em relação aos outros governos eu acho que tem seus erros e tem seus acertos. Como também eu acredito que o governo do Silvio Mendes se ele vier a existir, também vai existir falhas, mas o que interessa é que você reconheça suas falhas e tente mudar.
O senhor falou que as vezes prioriza a segurança e deixou escapar a educação (...)como fazer para manter uma margem de equilíbrio entre eles?
Primeiro eleger seus pontos principais, segundo, sempre estar atento ao que a população está necessitando. Então, isso pode ser medido através da regionalização, se você estiver atento as suas secretarias, sempre em conversação com o povo, e sabendo aplicar os recursos do estado, você vai ter um retorno muito grande. Por exemplo, em Teresina uma das coisas que facilitou muito a administração foi o orçamento compartilhado com a comunidade, ou seja, você quer coisa melhor do que isso, esse ano nó estamos precisando de segurança, mas pode ser que no ano que vem a segurança não seja mais uma prioridade. Então a gente só pode corrigir o erro de um ano para o outro fazendo alguma coisa dessa forma.
Por que o Piauí deve confiar no senhor?
Eu creio que o Piauí deve confiar na equipe que está montada, você falou primeiramente num candidato que na realidade é o governador, quem passou cinco anos a frente da cidade de Teresina e não tem uma reclamação, não tem nenhum processo, não tem nada que desabone o prefeito da capital do Estado do Piauí, um rapaz desses já merece confiança.
O problema pelo qual o senhor passou recentemente, referente ao acidente envolvendo familiares do senhor, atrapalhou o inicio da sua campanha?
A parte política eu creio que não, porque ela independe, ela é movida por pessoas, por varias lideranças, agora familiarmente sim, você automaticamente pegou numa parte da minha família que está totalmente desestruturada emocionalmente e até para o trabalho, ou seja, dentro da própria empresa, o pai das crianças praticamente não sai de casa até hoje, estão confinados e é uma situação realmente que a gente só pode entregar a Deus, porque palavras não vão resolver é só Deus mesmo que pode dar força.
Essa fatalidade que aconteceu com seus parentes, induz o senhor a querer sentar com o Silvio para que reveja problemas referentes às condições das estradas, do trânsito?
Isso precisa com certeza. Você perguntou o que teve de bom e de ruim no governo passado. Eu agora venho de Picos a Oeiras, Santa Rosa, Tanque, Regeneração, a estrada que foi feita entre Oeiras e Regeneração o asfalto está bem, só que é um asfalto pequenininho, estreito, cheio de altos e baixos e curvas, com muitos animais, foi um progresso? (...) foi, você andava numa estrada carroçal, foi um progresso. Agora, amanhã a gente já precisa alargar criar um amaneira de sinalizar, colocar fotos sensores, aumentar a quantidade de fiscalização, porque o estado do Piauí por exemplo, o BPTRAN no estado do Piauí não existe.
Com informações portalaz





