ELEIÇÕES - 2010: Número de candidaturas no Piauí cresceu 28% em 12 anos
O número total de candidatos em eleição majoritária no Piauí cresceu 11% em 20010 quando comparado ao total registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2006. O TRE - Piauí (Tribunal Regional Eleitoral) homologou 392 candidaturas para as eleições deste ano. Em 2006 foram homologadas 351 candidaturas. Na comparação dos números de 2010 com os números de 2002 a quantidade total de candidatos teve um crescimento de 28%. Os números são de levantamento feito pelo DIÁRIO DO POVO junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
Em 10 anos o número de candidatos a governador no Piauí não sofreu muitas mudanças. Em 2002 os eleitores tinham 8 opções para votar para governador, em 2006 e este ano 9 candidatos pediram registro dos seus nomes para disputar as eleições. No caso das opções para o Senado o número também não cresceu. Em 2002 foram registradas 11 candidaturas, em 2006 o mesmo número e em 2010 foram 13 nomes.
Para o cientista político Vitor Fernandes o índice de renovação dos nomes e opções para candidaturas no Piauí não é expressivo. Segundo ele o dado positivo no que diz respeito a renovação política do Piauí é a apresentação de novos partidos com reais chances de vencer as eleições. "Do ponto de vista do que é democracia que é a renovação a presença do PSB, PTB e PSDB no pleito com reais chances de vitória é positivo", afirma o cientista.
O número de candidatos a deputado federal entre 2002 e 2010 cresceu 29%. Em 2002 o TSE registrou 80 candidaturas para a Câmara Federal e em 2010 este número chegou a 112. No caso do número de candidatos ao Senado a mudança foi pequeno, passando de 11 candidatos em 2002 para 13 candidatos em 2010. Segundo Vitor Fernandes quanto a renovação de nomes o sistema político brasileiro "e também no mundo todo, como ocorrer no sistema parlamentar, não favorece a renovação", afirma. Ele explica que as eleições para deputados são decididas nos municípios a partir de um trabalho já realizado e ainda "sem falar no fato de que as eleições são caras e os nomes não possuem a mesma estrutura partidária e econômica de quem já está na atividade parlamentar", explicou.
O também cientista político, Ricardo Arraes, afirma que uma das explicações para o fato é de que as campanhas políticas são atividades que demandam muito mais que vontade de participar. "Algum carisma e ou apoios, campanhas políticas são caras e com a crescente profissionalização dos pleitos, aumentou significativamente o investimento em dinheiro e não há mais espaço para improvisação", afirma.
O professor acredita que o espaço político se torna cada vez mais seletivo e competitivo. Ele acredita ainda que a Lei da Ficha Limpa irá depurar cada vez mais o processo.
"O número em disputa não é importante. O importante é ter um número de candidatos com propostas realizáveis e que possam ser transformadas em realidade", afirma.
Fonte: Diário do Povo