Redirecionando

terça-feira, 22 de junho de 2010

Marden diz contar com oito assinaturas para 'CPI do Assis'


Oito deputados estaduais assumiram compromisso com os deputados Marden Menezes e Luciano Nunes, ambos do PSDB, de assinarem proposta de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar possíveis irregularidades no convênio entre Secretaria Estadual de Saúde, Prefeitura de Picos (306km ao sul de Teresina) e Fundação Pro Brasilque, presidida pelo alemão Uwe Weibrecht, objetiva a transferência de recursos para a entidade Policlínica Picoense, a chamada "CPI do Assis", em referência ao deputado e ex-secretário Assis Carvalho.

O Ministério Público Estadual ingressou com ação na Justiça reclamando a ilegalidade do convênio. A Justiça já determinou a suspensão de repasses mensais no valor de R$ 49,2 mil. Até dezembro de 2009 haviam sido repassadops R$ 196,8 mil para a entidade sob pretexto de pagamento de pessoal e financiamento da locação de veículos.

Os deputados tucanos afirmam que a justificativa não é cumprida. Não existem servidores trabalhando e muito menos veículos prestando serviços para a entidade. Segundo Marden Menezes, a proposta de CPI contaria com oito assinaturas. Os deputados Luciano Nunes, Roncalli Paulo (PSDB), Antonio Félix (PPS), Hélio Isaías (PTB), Mauro Tapety (PMDB), Edson Ferreira (DEM) e Robert Rios (PC do B), além do próprio Marden.

O tucano teme que a proposta seja esvaziada. Por isso, vai esperar o melhor para fazer a instalação caso consiga as duas assinaturas que faltam para viabilizar a Comissão. Ele disse que por causa da proximidade do período eleitoral, as sessões da CPI podem ficar prejudicadas. Os deputados estão em campanha para a reeleição e neste período as atividades regulares da Casa devem ficar prejudicadas.

Os temores de Marden Menezes têm fundamento. Hoje, as sessões já funcionam precariamente. Na segunda-feira o deputado Marden Menezes fazia discurso para um plenário praticamente vazio. Luciano Nunes, Assis Carvalho, Cícero Magalhães e Antonio Félix estavam ao lado mas não davam a menor atenção ao que dizia o tucano. Estavam conversando com o jornalista Carlos Augusto de Araújo LIma. Ele contava com audiência apenas dos telespectadores da TV Assembleia.

O ex-deputado Fábio Novo, presidente regional do PT, disse que a CPI atende interesses de médicos e empresas privadas de Picos para prejudicar o funcionamento de uma entidade que vai atuar, de graça, para atender a população. Ele falou que a entidade, para ser construída, recebeu recursos da ordem de R$ 2,5 milhões. Fábio Novo não citou quem seriam os médicos que atuariam contra a CPI.

Com informações:180graus

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