Redirecionando

domingo, 21 de novembro de 2010

Prefeituras não podem arcar com novo mínimo, diz Macedo

Francisco de Macêdo Neto, presidente da Associação Piauiense dos Municípios (APPM)
Caso não haja aporte financeiro por parte do Governo Federal, os municípios piauienses não terão condições de arcar com o novo mínimo de R$ 540,00 a partir de 2011 (já aprovado na Comissão Mista do Orçamento da Câmara e do Senado), segundo aponta o presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM), Francisco Macedo. O prefeito afirma que, mesmo com o valor atual de R$ 510,00, algumas prefeituras estão com salários atrasados.


“Essa é mais uma preocupação para os municípios. Se não houver apoio, teremos grandes dificuldades. Alguns municípios já estão com a folha atrasada, mas são poucos, apenas quatro ou cinco”, comentou o presidente da APPM. Segundo Macedão, essa preocupação se acentua nos primeiros dois meses do ano, quando, historicamente, os repasses constitucionais aos municípios, como Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), apresentam queda.



Apesar de o aumento aprovado até o momento ser menos de 6% do valor atual, o novo mínimo poderá trazer dificuldades especialmente aos municípios mais pobres, com FPM de coeficiente 0,6 (menor repasse); esse é o caso da maioria das cidades do interior piauiense, que dependem quase que exclusivamente dos repassasses constitucionais, haja vista a arrecadação própria quase irrelevante.



Outra preocupação dos prefeitos é em relação ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina o teto de 60% para o comprometimento das receitas dos municípios com pagamento de servidores. Por outro lado, com maior percentual de recursos destinados à folha, reduzem-se os já parcos investimentos próprios feitos
pelas prefeituras de maioria dos municípios do Piauí.



Vale ressaltar que, segundo o Governo Federal, o incremento de R$ 30,00 ao salário mínimo deve comprometer cerca de metade do Orçamento da União no primeiro ano de mandato de Dilma Rousseff, especialmente porque o mínimo tem influência direta nos gastos sociais, como benefícios previdenciários, segurodesemprego, abono salarial e assistência obrigatória a idosos e deficientes. O mesmo vale para as contas municipais.

Com Informações de O Dia

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