Prefeitos ameaçam fazer greve de fome caso veto seja mantido pelo Congresso
Nesta semana, prefeitos de vários municípios do Piauí fecharam as portas das prefeituras em protesto ao veto do presidente Lula à redistribuição dos royalties de petróleo. Com a oficialização do ato, prefeitos de todo o País ameaçam fazer até greve de fome para pressionar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), a levar a matéria para apreciação no Congresso e os parlamentares a votarem pela queda do veto.
Parlamentares aliados, como o deputado federal Marcelo Castro (PMDB), ameaçam romper com o Governo caso o veto não vá a plenário.
De acordo com o deputado federal Marcelo Castro, a maioria dos votos a favor da redistribuição garante a derrubada do veto. Na Câmara, na última das três votações feitas, a redistribuição dos royalties de petróleo foi aprovada por 369 votos a 72. “Vamos derrotaresse veto. Lula é todo poderoso, mas não é Deus. Está cometendo o maior desaforo da sua vida. Precisamos de 257 votos. Creio que teremos mais de 300”, disse o deputado federal Marcelo Castro, um dos maiores entusiastas da nova distribuição dos royalties do pré-sal.
Para que o veto presidencial seja apreciado em plenário, porém, os parlamentares favoráveis terão de pressionar o presidente da Casa. “Temos de nos mobilizar, pressionar o presidente do Senado. Se for preciso fazer greve de fome, como muitos prefeitos estão propondo, ela haverá”, disse o deputado federal Julio Cesar Lima (DEM).
O Dia